21.8 C
Dourados
terça-feira, outubro 13, 2026
spot_img
InícioNotíciasEntretenimento"Elefante": espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

Data:

Notícias

Fortes chuvas suspendem ação da Carreta do Amor na manhã desta terça-feira

Devido às fortes chuvas registradas em Dourados nesta terça-feira...

Samu alerta que operadora Vivo está sem chamada de emergência para o 192

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Regional...

Prefeitura de Dourados remove árvores após chuva intensa e ventos de até 80 km/h

A Prefeitura de Dourados, por meio da Coordenadoria Municipal...

Prefeitura aguarda estiagem para retomar obras em cratera aberta na Rua Cuiabá

A Prefeitura de Dourados aguarda uma pausa nas fortes...
spot_img

Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.

“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão. 

O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.

“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”

O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.

Últimas Notícias

spot_img